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domingo, 7 de fevereiro de 2010

AQUI É SHOW DE PERERECA!
Pequeno guia para a putaria de baixo orçamento


Descendo a rua Augusta em direção ao centro, vemos pelas ruas hordas de emos e outras pessoas esquisitas. Mas, a partir de certo ponto, tudo muda um pouco. Ao invés de bares hypados, cinemas de arte e galerias, quem toma a paisagem são os neóns das casas noturnas. Emanuele, Love, Las Jegas, Blue Night e tantas outras. Nas portas, os tão conhecidos leões-de-chácara, hoje mais conhecidos pela alcunha de laçadores.

"E aí meu jovem, vamos entrar? Aqui é bucetada na cara!"
"E aí meu filho, aqui hoje tem show de perereca. Pode pegar no peitinho, pode chupar buceta, pode tudo"
"Vem conhecer a mulherada amigo, hoje não paga entrada!"

É só passar em frente às boates que o cidadão é abordado por essas sutis frases. Muitas vezes os laçadores, elegantes em seus trajes, normalmente um social completo de fazer inveja a executivos, abordam até mesmo casais ou turmas com mulheres.

"Aqui é uma balada normal. Acabou de entrar um casal".

Quem duvidaria?

O fato é que, pela rua Augusta, é preciso conhecer um pouco das regras do jogo para não dar uma de otário frente a tão experientes profissionais. A Agência Lóki enviou um repórter para testar os limites da negociação de preços, o costume turco da pechincha, com os leões-de-chácara. Siga nossas dias e obtenha o melhor custo-benefício da putaria.

1 - Peça o desconto

"Hoje estamos cobrando quinze reais meu amigo, e você ainda ganha duas cervejas".

Mentira! O rapaz de terno está te enganando, meu camarada. O preço base para os puteiros da rua Augusta varia entre 5 e 7 reais a entrada e ainda te dá direito a uma cerveja. Não se deixe enganar. Pechinche. Estar com um amigo facilita os descontos. Fale que já foi lá e pagou isso. Minta, eles também mentem. A exceção é o Casarão, onde não adianta lábia. São 10 reais para entrar e pronto. Outra dica - a cerveja no Emanuele é Bavária. A Agência Lóki não recomenda - a cerveja, porque a boate é digna.

2 - Não acredite em promessas

"Pode entrar que as meninas vão rebolar no pau de cada um, de cada um! Tem direito a um strip na mesa!"

É, amigo, não se empolgue. É mentira. Não acredite. E não queira ir cobrar depois. Arrumar briga em boate não costuma ser bom para o cliente. Risco de contas superfaturadas, sacanagem no cartão de crédito e, claro, de porrada na cara.

3 - Puta é puta

Cara. Você pode ir com a cara da mulher, vocês podem conversar e tudo. Tem muita puta legal por aí. Mas ela não vai te dar desconto ou subir pro quarto de graça com você. Sério. Quer dizer: desconto rola. Mas fica a dica de que negociar desconto com muié da vida é cilada. Prefira o serviço bem feito e o valor completo.

4 - Cuidado na fatura!

Se você é daqueles que tem o extrato bancário friamente analisado pela esposa/namorada ou até mesmo pela mãe, cuidado. Ao pagar sua diversão noturna no cartão, você pode ter uma surpresa. Muitas boates utilizam siglas ou nomes bizarros para te ajudar nessa. Mas outros não têm a mesma discrição. Casarão, por exemplo, coloca orgulhosamente seu nome no teu extrato. Assim como algumas outras casas da rua.

5 - Tem 50 mulheres na casa!

Porra. Não precisa nem falar nada, né? Nunca acredite no laçador. A missão dele é te botar pra dentro da boate. Sem compromisso nenhum com a verdade. Os que mais prometem mulherada são os que mais te levam a muquifos vazios e fedidos. E não adianta reclamar, amigo. Pague e vá embora pra outro lugar. Procure conhecer as casas ou pegar conselhos com conhecidos, porque palavra de leão-de-chácara não vale um real.

2 comentários:

  1. "Rolê, maa que rolê? O shopping tá fechado meu camarada", Uruguaio, na porta do Blue Night.

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  2. Bacana Camarada, mas o interessante mesmo vc não pós. Sabe me dizer a variação de preços cobrados pelas moças ? Bom me corrija se eu estiver errado. Nas vezes que estive no Casarão, ou Caribe, (Que na minha opinião, são as casas que valem a pena por lá, e que apresentam mulheres muito gostosas), os preços praticados variam de $130, á $230. Salgado né ?

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